terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


  • Não atender o telemóvel do trabalho depois das 20h
  • Não espreitar o e-mail do trabalho fora do horário
  • Dizer não à directora, mesmo que não haja nenhum motivo para tal
E ontem foi (novamente) dia de mudança. Mesmo a tempo de riscar 3 itens da lista :)

Hoje iniciei uma vida labora normal, que é como quem diz: 40 horas semanais com direito a telemóvel desligado após o horário terminar, deslocações pagas e seguro de trabalho. 2 anos depois... não está mau!

Next step: escrever uma carta pouco simpática à Directora.
Diz-se que, por vezes, precisamos de mergulhar muito fundo para que consigamos voltar à superfície mais limpos, despertos e esclarecidos. Deixei 2009 com uma profunda sensação de perda e de falha. Falha no percurso escolhido, nas prioridades estabelecidas, nas metas determinadas. Perda de mim. Do que fui. Do que desejei ser.
Abracei 2010 com a convicção de trazer tudo à sua ordem normal. Integrar um Passado num Futuro, tornando o Hoje um espaço tranquilo e confortável, do qual não me apeteça sair. E se "el camiño se hace camiñando", então a primeira pedra precisava de ser pisada rapidamente. Sabia que, dali, se me mantivesse focada nesta busca, saberia que pedras pisar em seguida.
E, embora não goste de resoluções de ano novo - alimentam-nos o optimismo, mas nunca nada acontece, este ano, inspirada por um ano de bigode, resolvi escrever todas aquelas coisas que tenho vontade de fazer e para as quais raramente mobilizo recursos. Diz que, segundo a Sara, se chama "O Ano do Avental" e está esmiuçado ali ao lado em jeito de compromisso público ---->


'only ground is concrete.'

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Diz um livro que li que:

Concentra-te no que está a acontecer agora mesmo
Reage ao que é importante agora mesmo

É um livro de auto-ajuda - "The Present" (Dr. Spencer Johnson). Ando viciada neles. Incrivelmente viciada! Mas descobri que os livros de auto-ajuda falam exactamente do que todos os livros falam, e falam também das coisas que dizemos a nós próprios todos os dias. Então lê-los é como se estivesse a falar de mim para mim. Num tom informal e numa linguagem acessível, sem grande arte literária, põe a descoberto aqueles que vão sendo os dramas de todos os dias. E dão-nos respostas. Afinal, os meus dramas são os dramas de todos, e amanhã será um novo dia.. com novos dramas.

Concordo verdadeiramente com o que transcrevi em cima. Longe de lirismos de Carpe Diem, o momento é agora. Tendemos a medir o presente em função do passado e do futuro e esquecemo-nos de parar. Esquecemo-nos que "tempo é o que se faz com ele", e voamos sobre as horas, saltando entre acontecimentos pouco mastigados, sublinhando causa-consequência, aniquilando a vontade própria. E, a cada fim-de-semana, momento clássico de reflexão, apercebemo-nos de que somos hoje o que fomos ontem, sem qualquer acrescento ou aprendizagem. Eu quero que os dias me acrescentem. Não quero que os dias se acrescentem.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Estou no trabalho 1hora após terminar o que tinha para fazer. How weird is that?

Hoje foi dia de mudanças por aqui. Desviar estantes, abrir o espaço, deixar a luz entrar de uma ponta à outra da sala. Espaço para trabalhar, para receber pessoas, para dar consultas. Fotografias e posters pessoais, desenhos dos mini-amigos pelas paredes, e livros, muitos livros...

Do gabinete ao lado, vem música que não consigo decifrar, mas que dá corpo ao espaço e às sensações. Na secretária, acumulam-se esboços do que será o Voodoo Valentine dele. Hoje estou uma sentimentalona e agrada-me a ideia de S. Valentim (how weird is that? Part II).
Fiz uma pesquisa e encontrei a foto acima. Um centro comercial teve a iniciativa de levar as pessoas a colar post-it com mensagens de São Valentim. Uma ideia gira para se importar..

não há vazio quando há paixão.

sábado, 7 de novembro de 2009

"Todo pasa y todo llega

Así lo nuestro es pasar

Pasar haciendo caminos

Caminos para llegar."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

... em casa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

... and I'm feeling good!

Photo by: michellemonique.deviantart.com

E é que sabe mesmo bem...

Acordar à mesma hora mas com o Sol ainda abaixo da serra e vê-lo subir ainda em tons de vermelho. Reanimar as camisolas e estrear (finalmente) o novo casaco de Inverno. Sair à rua, sentir o vento e cheirar a terra húmida.

(ainda) Adoro Setembro. Setembro era o fim das férias e isso era bom. Nunca me pareceu grande ideia ficar 3 meses em casa de papo para o ar, pelo que lá para Agosto já andava a sonhar com os livros da escola e a escolher cadernos. Cadernos... cadernos... fazia listas, recortava catálogos, imaginava as cores, o cheiro. Ainda hoje os acumulo. 3 anos depois do último regresso às aulas, continuo a comprá-los só porque sim. Gosto de vê-los e de sentir a textura das páginas e imaginar que ficariam óptimos se voltasse a estudar.

Tinha 4 anos quando perguntei à minha mãe se já era altura de ir para a escola (nunca estive na creche). Aos 6, mal aprendi a ler, devorei a colecção do Noddy - uma espécie de recompensa de uma 'amiga' já universitária na altura. Senti-me gigante =)

Felizmente, embora a escola tenha acabado, continuo ligada à Educação. Setembro continua a ser o 'regresso às aulas' ainda que, por agora, eu esteja nos bastidores.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

... Serei só eu, ou sempre que nos deitamos, mesmo que acidentalmente, à tarde, dá-nos o sono equivalente a 3 dias em claro?