segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Finding Neverland

" A luta pelo topo é suficiente para encher o coração do Homem."
Albert Camus
É esta citação que marca o dia, em torno de si giram 4 pontos do meu dia-a-dia.
É o pensamento que encerra as minhas vivências dos últimos 2 anos, tido sobre um homem sobre o qual quero ler, apresentado na série na qual me começo a viciar (Erica Strange) e que foi a principal responsável por me levantar do sofá e pôr a vida no play.
Não acredito em coincidências. E percebo claramente que a vida é um novelo de lã pronto a ser enrolado, que se desmancha a cada novo e inesperado acontecimento. E, após o choque inicial e o desespero por achar que nunca mais nada vai ser como dantes, acabo divertida com a ideia de que ser-se camaleão não basta para fazer frente a cada dia, pelo que o crescimento tem que ser uma constante.
Se gostasse de investigação, fazia um estudo sobre a crise dos 25. Penso que não existe nada. Erikson andou lá perto, e defendeu que a crise dos 20-40 era a da "Intimidade/ Isolamento" - afirmou que a questão central deste estágio se prende com o estabelecimento de relações íntimas com outras pessoas, sendo o principal risco o do isolamento, quando não se verifica aptidão para troca de intimidade com outros. Após isso, viria o estágio da "Generatividade7 Estagnação" (40-65), que diz respeito à necessidade em orientar a geração seguinte, havendo um grande enfoque na afirmação pessoal e profissional. Perante isto, pergunto-me se estarei a sofrer com 15 anos de antecedências... ou se ninguém ainda percebeu 1ue os 23 - 27 são uma fase de extrema violência emocional interior...
Saída da minha espiral egocêntrica, olho em volta e encontro-nos a todos assim: arrastados, desiludidos, inconformados. Crises no emprego, na relação, com a família... E todos com um ponto em comum: O luto do Peter Pan. (ideia a desenvolver)
Estagnados e em pânico, cruzamos os dedos para que amanhã acordemos e seja tudo diferente. Tal como nos disseram que seria...
Não conformada, e com os dedos calejados de serem cruzados, com os dias a sucederem-se sem alterações positivas, escrevo listas de metas a alcançar, saio de casa no meu melhor, e risco itens à chegada. Afinal, é por isto que concordo com Camus - a luta pelo topo tem que ser suficiente...


Por hoje:

Fechar actividade

domingo, 14 de fevereiro de 2010

  • Comemorar o dia de São Valentim

E foi uma noite absolutamente perfeita sobre Lisboa saboreada com:
* Vieira com molho de espargos
* Rosé
(ele) O casamento da carne do lombo de novilho com carão tigre em espetada
(ela) O verdadeiro tornedó com sedução do molho de queijo Azeitão e nozes

Depois, seguiram para o Photus Erotic Club. 3 horas de boa conversa e muita sedução.
(ela) 3 lapdances da Lia e 1 de uma desconhecida.
(ele) assistiu.

perfeito.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


  • Não atender o telemóvel do trabalho depois das 20h
  • Não espreitar o e-mail do trabalho fora do horário
  • Dizer não à directora, mesmo que não haja nenhum motivo para tal
E ontem foi (novamente) dia de mudança. Mesmo a tempo de riscar 3 itens da lista :)

Hoje iniciei uma vida labora normal, que é como quem diz: 40 horas semanais com direito a telemóvel desligado após o horário terminar, deslocações pagas e seguro de trabalho. 2 anos depois... não está mau!

Next step: escrever uma carta pouco simpática à Directora.
Diz-se que, por vezes, precisamos de mergulhar muito fundo para que consigamos voltar à superfície mais limpos, despertos e esclarecidos. Deixei 2009 com uma profunda sensação de perda e de falha. Falha no percurso escolhido, nas prioridades estabelecidas, nas metas determinadas. Perda de mim. Do que fui. Do que desejei ser.
Abracei 2010 com a convicção de trazer tudo à sua ordem normal. Integrar um Passado num Futuro, tornando o Hoje um espaço tranquilo e confortável, do qual não me apeteça sair. E se "el camiño se hace camiñando", então a primeira pedra precisava de ser pisada rapidamente. Sabia que, dali, se me mantivesse focada nesta busca, saberia que pedras pisar em seguida.
E, embora não goste de resoluções de ano novo - alimentam-nos o optimismo, mas nunca nada acontece, este ano, inspirada por um ano de bigode, resolvi escrever todas aquelas coisas que tenho vontade de fazer e para as quais raramente mobilizo recursos. Diz que, segundo a Sara, se chama "O Ano do Avental" e está esmiuçado ali ao lado em jeito de compromisso público ---->


'only ground is concrete.'

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Diz um livro que li que:

Concentra-te no que está a acontecer agora mesmo
Reage ao que é importante agora mesmo

É um livro de auto-ajuda - "The Present" (Dr. Spencer Johnson). Ando viciada neles. Incrivelmente viciada! Mas descobri que os livros de auto-ajuda falam exactamente do que todos os livros falam, e falam também das coisas que dizemos a nós próprios todos os dias. Então lê-los é como se estivesse a falar de mim para mim. Num tom informal e numa linguagem acessível, sem grande arte literária, põe a descoberto aqueles que vão sendo os dramas de todos os dias. E dão-nos respostas. Afinal, os meus dramas são os dramas de todos, e amanhã será um novo dia.. com novos dramas.

Concordo verdadeiramente com o que transcrevi em cima. Longe de lirismos de Carpe Diem, o momento é agora. Tendemos a medir o presente em função do passado e do futuro e esquecemo-nos de parar. Esquecemo-nos que "tempo é o que se faz com ele", e voamos sobre as horas, saltando entre acontecimentos pouco mastigados, sublinhando causa-consequência, aniquilando a vontade própria. E, a cada fim-de-semana, momento clássico de reflexão, apercebemo-nos de que somos hoje o que fomos ontem, sem qualquer acrescento ou aprendizagem. Eu quero que os dias me acrescentem. Não quero que os dias se acrescentem.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Estou no trabalho 1hora após terminar o que tinha para fazer. How weird is that?

Hoje foi dia de mudanças por aqui. Desviar estantes, abrir o espaço, deixar a luz entrar de uma ponta à outra da sala. Espaço para trabalhar, para receber pessoas, para dar consultas. Fotografias e posters pessoais, desenhos dos mini-amigos pelas paredes, e livros, muitos livros...

Do gabinete ao lado, vem música que não consigo decifrar, mas que dá corpo ao espaço e às sensações. Na secretária, acumulam-se esboços do que será o Voodoo Valentine dele. Hoje estou uma sentimentalona e agrada-me a ideia de S. Valentim (how weird is that? Part II).
Fiz uma pesquisa e encontrei a foto acima. Um centro comercial teve a iniciativa de levar as pessoas a colar post-it com mensagens de São Valentim. Uma ideia gira para se importar..

não há vazio quando há paixão.

sábado, 7 de novembro de 2009

"Todo pasa y todo llega

Así lo nuestro es pasar

Pasar haciendo caminos

Caminos para llegar."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

... em casa.